domingo, 30 de março de 2014

O que o recente episódio da Abercrombie & Fitch nos ensina sobre discriminação e livre mercado?

O recente episódio da Abercrombie serviu de um perfeito laboratório para mostrar como o mercado lida com preconceitos e discriminação por parte das empresas em relação a seus clientes.

A Abercrombie & Fitch, famosa marca de roupas norte-americana, devido a uma vontade de seu presidente, decidiu que não ia mais vender roupas para pessoas gordas porque, segundo ele, é uma estratégia de marketing e uma forma de manter a imagem da marca.

Bem, parece que o efeito alcançado se deu muito diferente do planejado. A marca teve uma significativa perda de clientes, assim como prejuízos financeiros.  

sexta-feira, 28 de março de 2014

Encoxadores e a culpa indireta do Estado

As notícias sobre encoxadores no Brasil não param de aumentar. Nos últimos dias não foram poucos os relatos mostrando a atitude desses pervertidos para com as mulheres que usam o transporte coletivo no Brasil.

Antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro aqui que não tenho como objetivo defender os encoxadores ou diminuir sua culpa, tampouco atribuir esse atos libidinosos a terceiros ou a alguma instituição em particular. A culpa é deles e apenas deles. Não é das roupas que a mulher está usando, do quão bonita ela é ou do seu comportamento.

O que pretendo aqui é mostrar como o governo fomenta que tais situações aconteçam por meio de suas ações econômicas e protecionistas. Esse texto é de caráter econômico, e não social ou comportamental.

Eu gosto de dizer que se o livre mercado é um mal, o Brasil nunca esteve tão seguro quanto hoje. Digo isso porque as condições para o empreendedorismo e atividade comercial no Brasil nunca foram tão hostis. Abrir uma empresa neste país poderia entrar para a lista dos trabalhos de Hércules como a 13ª tarefa. Impostos, burocracia, protecionismo, falta de liberdade cambial e de contrato, etc. O Brasil é um país para ricos, não só em consumo, mas também em empreendedorismo.

Mas o que isso tudo tem a ver com encoxadores? Simples, basta focarmos na questão do transporte coletivo.



sábado, 8 de março de 2014

Garis, licitações e o livre mercado

Caso o leitor esteja acompanhando as notícias, já deve estar sabendo da greve de garis da cidade do Rio de Janeiro. Caso more na cidade do Rio de Janeiro, nem precisa estar antenado, basta respirar fundo e perceberá.

Para entender o motivo de tal greve e da dificuldade do governo municipal e da própria sociedade acharem soluções alternativas, temos que ir um pouco a fundo na política e, principalmente, na economia brasileira.

O maior problema do Brasil em se tratando de serviços de limpeza urbana e coleta de lixo, para não dizer em quase todos os outros segmentos de mercado, é a necessidade de autorização por parte da esfera governamental. Em outras palavras, mesmo que uma pessoa queira, por livre e espontânea vontade, contratar um serviço de limpeza e coleta de lixo de alguém ou alguma empresa, não poderá uma vez que estes não forem autorizados pelo governo. O governo está nada menos que atrapalhando duas partes que mutuamente estão fazendo acordos e trocas entre si.




terça-feira, 5 de novembro de 2013

O Rei do Camarote e a questão meritocrática. Ou: Como realmente ganhar dinheiro trabalhando?

Creio que o protagonista desse texto dispensa apresentações. Em menos de dois dais, Alexander de Almeida, também conhecido como o Rei do Camarote, acumulou várias visualizações em um vídeo onde ele demonstra seu modo de vida ostensivo e dá dicas de como se destacar numa balada. Como é de praxe no Brasil, um país onde o sucesso pessoal e a riqueza são vistos como algo ruim e motivo do atraso no qual o país se encontra, choveram críticas da esquerda acerca de seu modo de vida.

Do seu modo de falar até o quanto ele esbanja, não faltaram pedras para serem atiradas nele. Mas gostaria de aqui focar em uma questão em especial: a questão da meritocracia.

Muitos se incomodaram com o fato de Alexander de Almeida receber tanto ao passo que professores e demais profissionais fundamentais à nossa sociedade recebem tão pouco, em especial o professor, esse que é a bandeira profissional número um levantada pela esquerda quando esta quer demonstrar a discrepância salarial entre as classes e profissões; e como também não poderia faltar, usaram isso para argumentar que a meritocracia de fato não existe em nossa sociedade.




quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A dicotomia da sociedade. Ou: Como os Black Blocks estão contribuindo para o fortalecimento e aumento do Estado?

Já tá mais que provado que os Black Blocks não lutam por nada sério ou benéfico à sociedade, tal fato já era sabido por qualquer um que tivesse bom senso e um mínimo de inteligência. Mas agora isso ficou comprovado quando eles mesmos relataram que não sabem pelo o que estão lutando. A verdade é que não passam de jovens entediados e delinquentes que, cansados de suas vidinhas de classe média, decidem se juntar para vandalizar aproveitando a massa formada nos protestos.

Não vou me ater aqui a quem são, o que querem, como começaram ou qualquer coisa do tipo da natureza desse bando de marginais, meu intuito aqui é demonstrar como eles estão aumentando o poder do Estado, apesar de se dizerem anarquistas e seus atos se mostrarem contra este.



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Motoboys, caos urbano, e o livre mercado

Se você mora no Brasil, principalmente numa cidade grande, com certeza sabe do caos que é o trânsito. Uma coisa que não escapa aos nossos olhos quando observamos o trânsito brasileiro é a quantidade absurda de motoboys circulando nas ruas. Dificilmente nos deparamos com a mesma proporção de motoqueiros carregando documentos em metrópoles como Nova Iorque, Tóquio, Seul, Berlim, Paris, etc... é um fenômeno made in Brazil mesmo.

A trágica consequência desse enorme fluxo de motoqueiros é a alta taxa de mortalidade dos motoboys no trânsito. Estatísticas dizem que só na cidade de São Paulo, dois motoboys morrem por dia. Os motoboys é, pós o ciclista e o pedestre, o ser mais fraco no trânsito; como diz aquele ditado: o ruim de andar de moto é que você é o para-choque.

A solução tipicamente dada pelos governantes e apologistas do Estado como o solucionador máximo de problemas seria uma intensificação das políticas de segurança no trânsito. Segundo eles, mais leis e punições mais severas a motoboys e motoristas que descumpram as normas de trânsito devem ser empregadas para que tais mortes não ocorram ou, simplesmente, tenham o seu número consideravelmente reduzido.




segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ostentação, desigualdade, e a solução que a esquerda tanto ignora


Creio que a essa altura todo mundo já está sabendo da tentativa frustrada de roubo a uma moto feita por um marginal que tanto rodou a internet. Em virtude disso não é necessário entrar em detalhes do acontecido aqui, todo mundo já sabe.

Como já é tradição na internet tupiniquim, não faltou gente defendendo o marginal dizendo que ele é vítima da sociedade por ter vindo de uma condição de excluído. Um dos mais notáveis dessa vez foi a projeto fracassado de subcelebridade virtual Diego Quinteiro, aquele obeso primo do PC Siqueira que adora reclamar da desigualdade e do “acúmulo de capital” em seu apartamento de luxo na Avenida Paulista jogando em algum de seus três consoles de mais de R$ 1000,00 cada. Em seu texto ele cria um cenário onde tenta reproduzir o acontecido com o jovem meliante, sendo este representado por João que rouba a moto de Paulo, que por sua vez teve uma vida cheia de facilidades provida pela boa condição financeira do seu pai. Observação: o detalhe aqui é que a vítima (real vítima) da história, o dono da moto, é um segurança bancário que nada aparenta ser da elite ou da tão famigerada classe média detestada pela esquerda, mas vá lá.